Morre aos 67 anos em Teresina a produtora cultural Sulica


Produtora lutava há seis anos contra um câncer generalizado. Sulica foi uma das responsáveis pelo Encontro Nacional de Folguedos.


Imagem: Divulgação/Fundac Sulica foi uma das responsáveis pelo lançamento do Encontro Nacional de Folguedos(Imagem:Divulgação/Fundac)Sulica foi uma das responsáveis pelo lançamento do Encontro Nacional de Folguedos
Morreu nesta segunda-feira (1º) em Teresina a produtora cultural Luiza Vitória Figueiredo, conhecida como ‘Sulica’. Internada há quatro dias na Unidade de Terapia Intensiva, Sulica lutava há seis anos contra um câncer generalizado. O velório acontece na Funerária São Francisco, na Avenida Miguel Rosa.
 
Luiza Vitória Figueiredo nasceu em São Luís do Maranhão no dia 8 de Maio de 1945. Ao casar se mudou para Teresina onde teve uma filha e iniciou o seu trabalho na Fundação Cultural do Piauí.

Sulica foi uma das principais responsáveis pelo ‘Encontro Nacional de Folguedos’ realizado anualmente pela Fundação Cultural do Piauí, instituição na qual começou a trabalhar ainda na década 70. Sempre ligada a cultura popular, música, dança e teatro, Sulica foi convidada para ser diretora do Departamento de Assuntos Culturais.

Na década de 80 Sulica organizou a Feira de Arte Popular, na Praça Saraiva, que era realizada aos domingos e que reunia muitos artistas da capital.

Para Josy Brito, produtora cultural e diretora da Casa da Cultura, a morte de Sulica representa uma grande perda para a cultura do estado. Para ela uma das maiores lembranças do trabalho de Sulica foi a Feirinha Cultural, que promovia grandes encontros.

“Toda a minha geração tinha uma história com aquela feirinha da Praça Saraiva. Era um local onde todo mundo se encontrava e foi promovida por ela. Ela também teve uma relação muito estreita com o Salão de Humor. Sem dúvida alguma ela foi uma grande referência para a cultura local”, disse Josy Brito.

Até mesmo quem não teve uma relação mais próxima com a produtora cultural reconhece o legado deixado por ela. “A minha convivência com a Sulica se deu através de um amigo, o Carlos Martins. O trabalho dela foi bastante importante para a cultura teresinense, que naquela época era bastante efervescente. Depois que ela deixou o comando da feirinha, por exemplo, as coisas mudaram. A cultura perde uma figura central”, disse o artista plástico Gabriel Archanjo.

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