Esta presença ainda dói...

Imagem: Arquivos do Google



Na palma da mão a sombra a barulhar
Não é mar, nem onda
Apenas sombra
Fugacidade a toda prova
Labirinto, em mim só mais um cantar.

Esta lã de ovelha nova sobre a mesa
Não foi sonho nem som
Címbalo do homem que chora
Toalha vermelha em noite de alecrim
A pulsar na pele, azeitona, festim.

Ainda dói, esta presença...
Palavra dura no tear entre dedos
Na reviravolta da madrugada seca
No medo posto medo
Na manhã das manhãs
Que me corrói.


Emerson Araújo

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