PISO NACIONAL DO PROFESSOR - A MAIOR ENFERMIDADE DO ENSINO DO BRASIL

por Joao Pinto, segunda, 27 de Fevereiro de 2012 às 20:09 ·



Hoje, o MEC divulgou o novo Piso Salarial do Professor aos seringueiros do Brasil, em 1.451.00 para o seringueiro trabalhar nas selvas da escola com 40 horas, ou seja, dois turnos. Se o defumador ficar só um turno porque o Piso tem caráter de proporcionalidade cai para 725.2. Bem, como a escola pública brasileira é um seringal de educação das letras e não é prioridade nacional, os professores moram nos tapiris com todo risco de doenças e falta de autoestima porque o seu ambiente de trabalho é inadequado, superlotado de seringueiras e que cheira a ruína em função de essas escolas serem parecidas mais com penitenciárias.


E se os professores ganham essa tristeza de salário de 1451.00 cunhada pela seringalista maior, a Dilma, que é de um partido de trabalhadores que queria criar um mundo de tanta beleza resplandecente, imagine se fossem os outros partidos, a finura pecuniária seria igual ou pior com essa mesma merda instituída.


É por isso que os projetos pedagógicos implantados nas escolas só ficam no papel e são com frieza recebidos pelos mestres que, além de dois, ainda usam o turno da noite para fazer mais cortes nas seringas. Mesmo assim, a comida não passa de pirarucu seco ou jabá, ou farinha, e a pinga para para compensar nos fins de semana a solidão nessas matas de escola. E, quando há revolta no seringal para melhores salários, o Senhor Governador pode chamar o seringueiro de "Jigolô do ensino" e botar a polícia para espancar a gente porque no Brasil, já que é cultural e recorrente, sempre esmagar os revoltosos quando estão morrendo de fome e insalubridade. Ó políticos venais do meu Brasil, por que colocar o professor ao tronco se os senhores já se alimentaram em nossos tapiris?


Puxando a brasa aqui para o Amazonas, houve tempo que um professor ganhava em torno de quase 10 salários mínimos e a educação tinha qualidade e o professor era quem decidia no seu processo de avaliaçao. Só passava na disciplina dele quem estudava e assim o ensino era um ambiente de competição. E o mestre estava acima da média no respeito. Oh, saudoso governador Josë Lindoso, que manteve a educação desse Estado em destaque. Depois vieram os dilapidadores desse patrimônio espiritual do Estado, quero dizer, esses políticos Gilberto, Amazonino, o Dudu e, agora, Omar, todos em sintonia e maldade para a ruína das nossas escolas.


Que Deus me dê mais brasa para essa crônica de salário ruim, pois nenhum aluno que estuda nas sucatas de hoje pensa em ser professor. E essa morte de ausência e de alimento de futuros trabalhadores nas salas de aula me arrepia e deixa a respiração sufocada, pois toda nossa tradição de valores e mesmo cultural estarão na pauta de o seringal que não dá mais látex, senão uma geração de tolos será ainda mais refém dessa sociedade consumista que só pensa em automóvel, em aumentar uns quilos a mais e trocar o fútil pelo essencial, pois o que liberta o homem é o livro. E, para uma Nação, o patrimônio espiritual da educação consolidada de respeito, que isso combina com poesia e leveza na alma de um seringueiro feliz.

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