A lírica necessária

Foto: Sem Crédito


A significação contemplativa de uma tarde


Tenho um mapa na ponta dos dedos
Vários sopros de águia no caminho
Os córregos secos nos arredores
E a repulsa formalista
Diante do espanto.


A minha frase eleva o substantivo
Mas não despreza as inquietações
Nem as novas nem as velhas
Esconderijo interior
De homem repartido.


Não há amores por aqui
Apenas um sabor de fumaça
E de tarde que se finda
Entre flores silvestres
Estrume entre umbrais.


Tudo se fez contemplação mínima
Palavra mínima dédalos
Címbalos mórbidos
Jeito de poeta
Canção cravada na pedra.


Emerson Araújo

Um comentário:

f.wilson disse...

Linda descrição, Emerson, como você preferiu, a poesia supera a narrativa!