sexta-feira, 22 de julho de 2011

A lírica necessária

Foto: Sem Crédito


A significação contemplativa de uma tarde


Tenho um mapa na ponta dos dedos
Vários sopros de águia no caminho
Os córregos secos nos arredores
E a repulsa formalista
Diante do espanto.


A minha frase eleva o substantivo
Mas não despreza as inquietações
Nem as novas nem as velhas
Esconderijo interior
De homem repartido.


Não há amores por aqui
Apenas um sabor de fumaça
E de tarde que se finda
Entre flores silvestres
Estrume entre umbrais.


Tudo se fez contemplação mínima
Palavra mínima dédalos
Címbalos mórbidos
Jeito de poeta
Canção cravada na pedra.


Emerson Araújo

1 comentários

f.wilson disse...

Linda descrição, Emerson, como você preferiu, a poesia supera a narrativa!