Professores do Brasil, parabéns!



Foto de Kenard Kruel

Para Alborino Teixeira, Gervásio Santos, Bartolomeu Ramos, Benilde Monteiro, Washington Ramos, Carlos Jansen, Maria das Dores Santos (Dorinha), Antonio dos Reis Barros, Jailton Santana de Melo, Dona Mazinha, Edilene Moura, Francisca de Carvalho, Airton Sampaio e José Aldenizo Pinheiro.

(*) Emerson Araújo

Há alguns temas que me são caros na hora da escritura. Talvez pela familiarização diária com eles, talvez por alguns bloqueios inexplicáveis no momento da expressão. Mas é preciso vencer os dois: a familiarização e os bloqueios para se construir a homenagem merecida.

A frase substantivada/nominal desta manhã, aqui direto de Tuntum – Maranhão, é só uma: “ser professor”.

Sem reflexões teóricas tão comuns nestas ocasiões, deixo a crônica estabelecer o caminho natural para explicar o enigma do “ser professor”, sem nenhuma carga emocional visível, sem a presença dos chavões bajulatórios/hipócritas tão comuns em mensagens de celulares e posicionamentos dos políticos mentirosos nesta data.

O “ser professor” não tem a conotação de missionário que alguns tentam impor por força de um idealismo piegas e místico, nem a saga de mestre que os novos mandarins veiculam pelos corredores das escolas, outros corredores que não servem aos profissionais da educação.

Continuo nessa digressão sem muito sentido, é verdade, pela força do tema, pelo envolvimento pessoal com esta classe profissional, necessária, às vezes, outras nem tanto.

Não percamos o foco de que “ser professor” é ser profissional e por isso possuidores de direitos trabalhistas inalienáveis como o salário condizente apesar do tão propalado piso nacional que não é cumprido em nenhum lugar deste país. “Ser professor” é matar seus emblemas a cada dia, inclusive neste que se celebra de forma tímida mais derrotas do que vitórias, também.

Sem reflexões chatas, fica aqui, ainda, que o “ser professor” não é nenhum quixote dos tempos hodiernos porque não há moinhos de ventos a ultrapassar, a não ser alunos desmotivados por outras causas, sem grandes expectativas, não pela atuação dos professores, mas sim pela falta de olhar no futuro.

E por falar em futuro, o “ser professor” é um profissional do hoje, em curto prazo, sem precisar de planejamentos que o empurrem mais uma vez para lugar nenhum.

(*) Emerson Araújo é professor.

Um comentário:

CESAR CRUZ disse...

E parabéns a você também, amigo professor!

abrço
Cesar, São Paulo