A quem interessa a liberdade de expressão burguesa?



Emerson Araújo


Tenho acompanhado nos últimos 20 (vinte dias) a mais uma saga da imprensa brasileira de plantão que por conta de um processo eleitoral já definido pela maioria dos eleitores do país de norte a sul, leste a oeste tenta confundir a opinião pública com denúncias vazias todo dia sobre um governo constitucionalmente eleito e contra uma candidata que, pelas pesquisas, levará o pleito do dia 03 de outubro próximo vindouro.

Aqui, não se quer tirar o direito desta imprensa francamente capitalista, que não tem ajudado o país a vencer os seus limites, principalmente, no campo social, de veicular aquilo que ela quer como verdade absoluta dos seus interesses lobistas de abocanhar do seu candidato a presidente José Serra as cotas das propagandas governamentais caso viesse a ser eleito. É com esta matriz facciosa que a imprensa brasileira de plantão cria, divulga, calunia, mente, julga, investiga e não prova os vendavais de factóides que tão sabiamente sabe manipular.

Tenho dito, também, aqui que esta imprensa brasileira de plantão antes do embate eleitoral nos enchia o saco com notícias sobre tragédias pessoais e familiares que não ajudavam em nada, a minimizar dores e perdas, apenas com o intuito de vender seus produtos de qualidade sempre duvidosa. Quem não se lembra do circo montado pela imprensa brasileira de plantão sobre o julgamento dos Nardonis, do caso da advogada Mercia e do goleiro Bruno? Pastelões de cobertura duvidosa unilateral e sem os "furos" de uma mídia ativa e criativa para a seriedade dos casos já que todos envolviam morte e sofrimento de pessoas. Mas é esta a imprensa de plantão que alguns intelectuais de ultra direita tentam defender agora em nome de uma propalada liberdade de expressão que só deve atender o lado de quem calunia e mente. É fácil, né?

Sem querer arvorar nenhuma doutrina jurídica, esta imprensa brasileira de plantão não pode mais ficar imune as responsabilidades sobre as calúnias, mentiras e factóides sem provas só porque é imprensa e em nome de uma liberdade de expressão unilateral. No meu parco entendimento "o estado democrático de direito" mesmo num estado burguês, como o nosso, deve garantir o direito de respostas e ações/condenações nas esferas cíveis e criminais por difamação e calúnia de quem quer que seja.

Para concluir, entendo, ainda, que uma parte da intelectualidade de ultra direita criada nos auspícios da leitura de fim de tarde destes veículos de comunicação nos cafés, bancos universitários e bares de classe média, perderam o tino da realidade que está na próxima esquina das casas dos bairros operários ou nos blogues que desmontam ou desconstroem a farsa da calúnia da imprensa que é o partido e, por isso, ambos derrotados no início de outubro.

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