A significação contemplativa de uma tarde


Foto: Patrícia Basquiat

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Tenho um mapa na ponta dos dedos

Vários sopros de águia no caminho

Os córregos secos nos arredores

E a repulsa formalista

Diante do espanto.

A minha frase eleva o substantivo

Mas não despreza as inquietações

Nem as novas nem as velhas

Esconderijo interior

De homem repartido.

Não há amores por aqui

Apenas um sabor de fumaça

E de tarde que se finda

Entre flores silvestres

Estrume entre umbrais.

Tudo se fez contemplação mínima

Palavra mínima dédalos

Címbalos mórbidos

Jeito de poeta

Canção cravada na pedra.

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Emerson Araújo

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