Não dá mais para acreditar

Imagem: Google
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Emerson Araújo

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É compreensível o espanto do professor Cineas Santos diante da inauguração de mais uma rede de supermercados em detrimento da manutenção das belas praças de Teresina. A crônica “Presente de Grego” uma clara referência aos 158 anos da capital do Piauí que será comemorado dia 16 de agosto próximo, veiculado no blogue de Kenard Kruel, ilustra, definitivamente, entre outras coisas, a força da grana destruindo, de vez, as coisas belas que a cidade de mafrense ainda mantém como diria o poeta tropicalista.

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Apesar de concordar com Cineas Santos não defenderei, aqui, as praças de Teresina porque o professor já o fez muito bem na sua crônica homônima. O meu foco é outro nesta escritura, ou seja, a cara de pau dos candidatos profissionais e aprendizes de políticos matreiros que se vislumbra para o pleito de outubro vindouro através de suas propagandas hipócritas.

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Não há diferenças de posturas deslavadas dos políticos brasileiros em nenhuma parte do território nacional e isso não é meia verdade, basta fazer uma viagem de cortesia a Tuntum, Santa Filomena do Maranhão, Barra do Corda, Presidente Dutra, etc., etc. Todos, sem nenhuma exceção, carregam em si a síndrome da falsidade, do interesse pessoal em detrimento do coletivo.

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A falsidade dos candidatos postos para outubro vindouro está configurada, agora, nos banner’s, nos santinhos, nas pinturas de parede, nos carros de som e logo, logo nos programas do horário eleitoral que se avizinha. É candidato profissional e aprendiz de candidato fazendo promessa a favor da educação, da segurança, da saúde, do emprego, disso e daquilo como ninguém. E por falar em promessa de candidato há os que se arvoram no direito de intervir no nascer dos outros, também.

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A mentira do período eleitoral tem se mantido viva, ao longo dos anos, pela falta de interferência concreta do eleitor. É na intervenção deste que o legado da falsidade poderá ter um fim simplório. Sem parcas filosofias ou estudos acadêmicos longos não fica difícil chegar a esta conclusão.

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O eleitor em outubro próximo vindouro terá mais uma chance de destruir o principado da mentira seja aqui ou lá, porque, pelo menos, neste período ele tem o poder no grifo ou na ação dos dedos. E este poder, apesar de ser temporal, é poder.

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* Emerson Araújo é professor.

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