O nome dela

Imagem: Arquivo Google
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A Cesar Cruz

Emerson Araújo

A palavra que cultivo neste início de verão
Não traz novidades e nem espumas
Há um sol querendo vencer matas secas
Sinais de pés pela estrada
Em lençóis perfumados.

A cantiga de amigo não é minha
Não há vozes profundas nela
Apenas uma mocinha acenando
E um olhar de devorador de estrelas
Pulsação e vertigem no umbral.

Somente o beijo que te dou
Faz poeira e sedição
Há um sol vencido no fim de tarde
Ovelhas no pasto, mulher cortando arroz
O sertão imaginado no nome dela.

Um comentário:

CESAR CRUZ disse...

Querido Emerson,

Não sei se o Cesar Cruz em questão sou eu. Creio que sim, já que não há muitos "Cesars Cruzes" por aí! ahaha! Obrigado, meu caro, pela bonita homenagem. Justo eu, um inapto para compor poemas, quase um invejoso da habilidade alheia!!!

1 abraço paulistano do amigo,
Cesar Cruz