A mulher artesã


Emerson Araújo

O horário sempre fora o mesmo. 8 horas da manhã. Ela, em silêncio, sentava a mesa. Estilete na mão fatiava o oxford azul com voracidade. Na quinta-feira, a artesão não fora vista a mesa. Caminhava devagar, olhar absorto, sorriso realizado aos lábios, algemada na direção da cela. Na noite anterior, o oxford azul fora o corpo roliço do marido.

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