Convite aos velhos e novos "acessadores"


Resolvi aproveitar as novas ferramentas do blogger e transformei o blog legal em vários compartimentos. Com isso estou entregando aos velhos e novos "acessadores" as seguintes seções: opinião, eternos, poesia que se monta, cotidianos e reflexões, outros e outras, crítica não preliminar, sugestões e serviços, perfis e entrevistas, ensaios e imagens e resenhando .
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Na medida do possível vou incrementando o blog legal, ferramenta da minha expressão quase cotidiana. Tudo em nome da eterna liberdade de expressão e do ver com os olhos livres, dois fundamentos que não abandono sob hipótese ou pressão nenhuma.

Espero ter fôlego para alimentar o blog legal volta e meia apesar de andar meio lentão por força do diabetes que teima em querer continuar na minha corrente sanguínea e, também, pela falta de ânimo que ainda invadem a minha parca sobrevivência. Apesar destes limites, que julgo temporários, fica aqui, a minha eterna gratidão a todos que "clicam", comentam, seja quando se identificam, ou mesmo, quando usam o recurso do anonimato e despacham torpedos desagradáveis na minha direção por não concordarem, exercício salutar da democracia que eu gosto. De resto, aproveito para enviar um forte abraço a todas e a todos.

8 comentários:

Cesar Cruz disse...

Emerson,

Legal o novo formato. Gostei! É isso, meu amigo. A gente sempre se esforçando para deixar o blogue bem bacana e digerível, para quem quer que tenha a coragem e o saco de entrar e ler as baboseiras que a gente escreve! ahahaha! Me uno a você neste esforço. E, caso ninguém nos leia, leiamos um ao outro! ahahaha! E riamos de nós mesmos, que é o mais importante e salutar. A vida é uma grande piada mesmo!

Abraços,
Cesar Cruz

em tempo: agradeço o link do meu blogue que vc gentilmente pôs em evidência aqui.

f.wilson disse...

Alô, Emerson,
Gosto de acessar blogs interessantes. O seu tem a ideologia que conheço, a ideologia socialista no meio do caminho - como se fossem lombadas a reduzir a velocidade da alienação.

Abraços, poeta!

Bagaço Literário disse...

Olá, Emerson! Aqui quem escreve é Washington Ramos. Lembra de mim? Não é muito agradável esta minha comunicação com você. Caiu-me às mãos uma antologia de poemas eróticos piauienses que tem o empolado título de Estas flores de lascivo arabesco. Li e não gostei. Jamais supus que você fosse capaz de participar de uma coletânea em que o mau gosto e a boçalidade imperam. E o pior é que parece que ela foi paga com dinheiro público. Um estado como o Piauí, com tantas carências em educação, saúde e segurança, gastar dinheiro para bancar os delírios luxurientos de dois burocratas do PT, os dois organizadores,é uma ignomínia. E você ajudou a concretizá-la. Você deixou de ser evangélico? Abandonou o cristianismo? Os pastores de sua igreja sabem de sua participação nesse lixo antológico?

EMERSON ARAÚJO disse...

Caro, Washington Ramos, claro que eu me lembro de você. Aliás não me esqueço dos companheiros bons do magistério e você é um dos poucos que sempre considerei ao longo da minha militância profissional aí em Teresina ao ponto de publicar as tuas ponderações mesmo não concordando com as mesmas por completo aqui neste meu blog. Olha, fui convidado para participar da antologia que você faz referência por Wellington Soares e Fifi Bezerra em 2008, aceitei porque os dois são velhos companheiros de longas datas, também, mesmo não fazendo parte do ciclo ideológico dos dois, são meus amigos e pronto. Estranha-me muito quando você diz que Wellington Soares é uma ignomínia. O que houve? O que me consta é que você sempre foi companheiro/amigo mais dele(Wellington) do que muita gente em outros tempos. Fifi Bezerra nem tanto. Quanto a antologia Estas flores de lascivo arabesco que você leu e não gostou pode ter certeza que é um direito teu e você não é leigo em crítica literária, porém o que me chama a atenção é o caráter reducionista/preconceituoso da tua visão sobre o tema do erotismo tão universal e atemporal como outros temas, mas mesmo assim a respeito em nome da liberdade de opinião, tão cara, hoje. Quanto a edição do livreto Estas flores de lascivo arabesco não foi de responsabilidade minha e sim dos organizadores, outra coisa ser patrocinado o opúsculo pelo Governo ou não para mim é irrelevante. Sou crítico da política cultural do Goveno WD e das questões relativas ao magistério, também. As minhas críticas são públicas e olha que sou fundador do PT e perseguido por ele. Por fim, meu mestrinho, quero te lembrar que a minha base religiosa é evangélica sim, mas a minha produção intelectual não está sob a égide de pastor nenhum. Ela é de minha autoria, mesmo porque foi Deus quem criou as duas possibilidades de amor humano, ou sejam, ágape e eros. Um forte abraço e até outra oportunidade.

Bagaço Literário disse...

Olá, Emerson! Posso publicar em seu blog uma análise mais completa do dessa antologia erótica?

Bagaço Literário disse...

Caro Emerson! Não vou fazer exatamente uma análise desse livreco. Apenas alguns comentários como leitor. Comecemos pelo título, que é uma apropriação indevida de uma frase de Carlos Drummond de Andrade. Você sabe, Emerson, que o nome disso é desonestidade intelectual. É também muita falta de criatividade organizar uma antologia e não ser capaz de colocar título próprio na mesma. Vamos às introduções escritas pelos organizadores. A primeira, assinada pelo burocrata petista, critica os poetas do passado por eles não terem escrito sobre sexo ou o terem feito metaforicamente. É um contrassenso, um absurdo criticar um poeta pelo que ele não escreveu. Além disso, esse burocrata tem uma visão ingênua sobre sexo, como provam as expressões "apetitosas maçãs", "sabor afrodisíaco", "gozar desvairadamente" e outras tolices, como se o sexo tivesse apenas delícias e prazeres. E vocês, Emerson, os poetas, também embarcaram nesse sentido ingênuo. Mas eu quero lembrar-lhes que o sexo tem problemas também. Tem doenças, tem broxadas, tem dores, tem frustrações... Me parece que vocês não leram Ovídio e outros poetas greco-latinos, que, há mais de 2 mil anos, literariamente, escreveram sobre os prazeres e os desgostos do sexo. A outra introdução, além de repetir a visão ingênua da primeira, faz uma série de referências a autores clássicos como Platão, quando deveria fazer um apanhado do erotismo na literatura piauiense, o qual existe e muito. Vamos aos poetas. A maioria deles é constituída por professores, mas, pelo uso gratuito que fazem do palavrão, eu fiquei em dúvida se são realmente professores ou editores de revistinhas de sacanagem. Ou seriam roteiristas de filmes pornôs? Você sabe, Emerson, que existe muita gente passando fome no mundo, algumas até morrendo; sabe ainda que há muita gente sofrendo de solidão e carência afetiva, inclusive pessoas legais e de bom senso´, algumas chegam até a se matar. Enquanto isso, o Laerte, num "poema", está em dúvida se faz o desjejum ou se transa com uma mulher. Parece que a mulher, pra ele, tem o mesmo valor de um desjejum. Ele, nesse texto, assemelha-se a um burguês entediado e com fastio. É um pouco demais pra mim, Emerson, tanta tolice travestida de poesia. E o Nilsão, num "poema", dizendo que a mulher se sente honrada ao ser penetrada por ele! Quanto convencimento! Castro Alves perde é feio, fica longe, na poeira. E o Açucarado Maranhão no "poema" Ferosa? Fiquei em dúvida se ele e essa tal de Ferosa são realmente seres humanos ou os deuses eróticos do universo. É outro convencido e que não se peja de usar o chavão "o mais feliz dos mortais". Olha, Emerson, vou parando por aqui. Chega de comentar tanta texto besta. Quero ainda te dizer que não sou reducionista nem preconceituoso em relação a sexo e gosto muito mais de praticá-lo do que de ler sobre ele e, quando leio, sou um leitor exigente. Outra coisa: não chamei o burocrata do PT de ignomínia, como você afirma em resposta ao meu primeiro comentário. Chamei de ignomínia ao fato de o Piauí, um estado com tantos problemas sociais gravíssimos, patrocinar a edição desse livreco só para contemplar a vaidade luxurienta de algumas pessoas. O dinheiro público deve se usado para a resolução de questões sociais. Não sou contra a publicação de obras literárias, contanto que o autor a financie com dimheiro do próprio bolso.
W Ramos

Bagaço Literário disse...

Caro Emerson, o fato de eu ter ou não raiva de alguém é algo extremamente pessoal. Diz respeito somente a mim. Mantenha-se nos argumentos, por favor. Chamar de burocrata alguém que exerce cargo de confiança em um governo não é ofensa, principalmente se esse alguém age do mesmo modo que velhos burocratas agiam, desde o Brasil colônia, empregando filhos, parentes e amigos no Estado. Quanto ao outro organizador da antologia, fiquei muito surpreso de ver você brandindo o título dele. Ser doutor, para você, parece que tem muita importância; para mim, tem importância zero. Você diz que eu tenho uma opinião passadista, preconceituosa e perigosa. Que é isso, Emerson?! Que equívoco exagerado! Não sou perigoso porque não ando armado nem gosto de violência; não sou preconceituoso porque não discrimino nem nego direito de ninguém. Quanto ao passado, acredito que ele tem algumas ideias que podem ser aproveitadas, inclusive em poesia.
Olha, Emerson, é melhor pararmos por aqui essa discussão. Você parece muito irritado. Sou honesto em minha crítica e não vou abrir mão do que penso. Acredito que quem se expõe escandalosamente e quem está em posição de mando no governo devem ser criticados. Não gosto de poesia atrelada a governo. Cheira a stalinismo.
Até mais.
W Ramos

EMERSON ARAÚJO disse...

Meu, Caro W Ramos, sem novos comentários. Um abraço!