A crônica das últimas horas

Emerson Araújo
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A catástrofe que abalou o Haiti nos últimos dias nos levou a algumas conclusões óbvias demais sobre procedimentos humanos diversificados.
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Há de se reconhecer a vulnerabilidade de uma nação/povo pelo tipo de vida antes da tragédia. Os haitinanos já viviam sobre o lixo das ruas e agora sobre os escombros e cadáveres em putrefação.
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Portanto, se reafirma mais uma vez que o Haiti não precisa mais de nenhum urubu e sim de água, comida e casa.
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Mas deixemos de lado o sofrimento lacrimejante instalado no caribe e despejemos a nossa mais pronta oposição a cobertura da imprensa marrom internacional diante de desvalidos e desvalidas, transformando as suas chamadas diárias e simultâneas em circo e cinegrafia de holocausto. A imprensa marrom tomando emprestado o sofrimento alheio como se fosse galhofa no leito de hade.
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Pode-se até pensar que o cronista tenta impedir a atuação dos meios de comunicação simultâneos sobre a catástrofe, mas a contestação advém do aproveitamento de indefesos diante de uma mídia poderosa e impessoal.
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Bem, fica, agora, a mais intensa solidariedade aos prementes do caribe que não querem mais ser expostos e que urgem neste momento por água, comida e casa.

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