A morte da leitura anunciada


Caro, Airton Sampaio,

Passei a minha vida profissional na sala de aula, também, da rede de ensino privado. Lá os "professores feras" são reconhecidos pela intensidade das piadas de salão ou dos trejeitos teatrais da superficialidade do conhecimento real que são obrigados a contar/fazer para se manterem no ranking dos melhores ou piores dos cursinhos privados, agora populares. O que valia ali era o conteúdo da piada ou do trejeito teatral, tudo exercício de caricatura para enganar “bobo”.
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Foi nesse espaço de escola privada de resultados, em curto prazo, que se criou o aluguel da leitura. O dito “professor fera de literatura” ler/decodifica (?) o que deveria ser sugerido ao aluno no campo da obra literária.

Agora, amigo, levaram para a televisão esta velha/nova estratégia da substituição/da exclusão e do incentivo a burrice e a superficialidade do conhecimento.

Infelizmente, as universidades públicas e faculdades privadas, também, continuam alimentando/fomentando este tipo de ensino-aprendizagem da morte da leitura. Uma forma de manter o aluno público ou privado na exclusão/alienação do mundo.
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Concordo, ainda, que ganhamos pouco, mas às vezes, penso que fazemos jus a este salário irrisório com estes procedimentos na contra mão da cultura.
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O prêmio limão azedo é mais que merecido para estes “professores feras” e suas instituições azedas.
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Abração!

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