quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Comentário aberto


Continuo afirmando que a contística de J.L. Rocha do Nascimento é um forte exercício da realidade fantástica, subtraída de mestres como Júlio Cortazar (Argentino), Alejo Carpentier (Cubano), Jorge Luís Borges (Argentino), Murilo Rubião (Mineiro) e Gabriel Garcia Márquez (Colombiano).

No conto Blondie (in confraria tarântula), o que pode parecer uma seqüência de faroeste moderno, é, de fato, o desbravamento dos nossos "oestes" através da prática da metalinguagem, também, e do fantasmagórico que nos adentra em impulsos nervosos.

A mão impaciente sobre o coldre, seqüência antológica no final do conto, é a nossa mão nervosa querendo apertar o gatilho na cara de tantos desafetos diários.

Parabéns, poeta do conto, você é mestre.

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