Sem SALIPI, mas com Tuntum sempre


Balneário da Aldeia em Tuntum - Foto: Fernando Moura

Neste final de semana próximo passado estive viajando a Tuntum no médio mearim maranhense. Aliás tenho sido muito ingrato e escrito muito pouco sobre a minha terrinha das duas pancadas, seja nas pedras ou nos tambores indígenas, a lenda não importa agora. E reconheço, ainda, que todos nós temos, a princípio, uma cidade para as nossas reverências. Boa ou não, provinciana ou não, a nossa terra continua mantendo os rumorejos dos passarinhos e algumas folhas caídas pelo chão.
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O meu Tuntum é assim e sempre será na minha memória com seus colibris azuis, o balneário lindíssimo da aldeia, o rio flores, a Praça de São Francisco, a Escola Evangélica Pastorzinho, o Ginásio Bandeirantes, a Rua São Raimundo(onde me fartei em noite de luaradas e ventos fortes), a Laguna, o bar do seu João Pinheiro, o Varejão "Presente que Deus me deu" e o bar caipira do meu amigo de infância Denda . É Tuntum de cima, do meio e de baixo, rodeando o "Piscinão do Tema", querendo ser ele integralmente.
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Estive lá neste final de semana entre seu povo, meu povo de face sertaneja e com seus crimes ainda de emboscada, também, mas tudo velado entre uma falsa tranquilidade espiada dos umbrais das portas sob a penumbra da morte.
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Tuntum no médio mearim maranhense é a confirmação definitiva de que temos uma cidadezinha na reminiscência, apesar de conviver cotidiamente com a loucura da falta de planejamento no trânsito da Avenida Maranhão e dos eventos escaldantes sobre a Praça Pedro II por aqui. O melhor lugar do mundo é Tuntum e agora?
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Emerson Araújo


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