Minha militância

1- QUEM SOMOS
A Militância Socialista nasceu no processo de articulação para o PED, em 2005. Participamos da Chapa Esperança Militante e apoiamos Plínio de Arruda Sampaio a Presidente Nacional do PT. Permanecemos militando no PT, quando parte dos companheiros decidiu sair do Partido. Ocupamos os espaços nos Diretórios Municipais, Estaduais e Nacional para manter um debate político coerente com os eixos políticos que apresentamos. No Paraná, disputamos o PED estadual de 2005 com Tadeu Veneri encabeçando nossa chapa. Mantivemos nossa articulação para as disputas internas e do movimento social. Em 2007, disputamos o PED nacional com Gilney Viana, e no estado com Zezinho, de Sarandi. Tanto no PED de 2005 como 2007, fizemos uma composição com correntes da esquerda petista, coletivos municipais e companheiros independentes.
2- TEMOS REFERÊNCIA HISTÓRICA NA ESQUERDA DO PT
As tendências, grupos regionais, mandatos e militantes que se organizam na Militância Socialista se referenciam nas posições da esquerda petista, que se expressou em anos anteriores em campos, chapas e articulações internas de caráter socialista e democrático.
3- SOMOS SOCIALISTAS
Viemos ao PT por vários caminhos e temos várias tradições teóricas e filosóficas. Mas sempre defendemos o caráter socialista da transformação social que pretendemos para o país e para a superação do capitalismo em escalas nacional e internacional. Batalhamos para que o PT mantenha esse mesmo caráter socialista de sua origem nos Encontros e Congressos partidários de que participamos.
4- SOMOS MILITANTES DA LUTA POPULAR
Entendemos que a construção socialista não se dá apenas na esfera partidária nem tem como centro a disputa eleitoral, mas sim pelo acúmulo de organização, consciência e mobilização da classe trabalhadora. Nunca deixamos de participar dos movimentos populares e sindicais, assim como de todos os outros que representam setores oprimidos.
5- RESISTIMOS AO PROCESSO DE INSTITUCIONALIZAÇÃO E DESIDEOLOGIZAÇÃO DO PT
Dentro do Partido, reconhecemos um crescente processo de institucionalização e de afastamento progressivo dos ideais socialistas e libertários de sua origem. Resistimos a esse processo com lutas dentro e fora do Partido, nas lutas sociais, na formação política de quadros, em articulações de caráter socialista supra-partidário.
6- RESISTIMOS AO PROCESSO DE PERDA DE REFERENCIAIS ÉTICOS
Reconhecemos que o PT perdeu referenciais éticos fundamentais. Vivemos um processo de subordinação da ética a táticas eleitorais e político-institucional, que nos jogaram na vala comum dos partidos da classe dominante, permitindo um ataque virulento das elites e da mídia que expõe ainda agora o PT perante suas bases sociais tradicionais ao questionamento duro e permanente sobre nossas práticas e valores.
7- BUSCAMOS A UNIDADE DA ESQUERDA PETISTA
Trabalhamos pela unidade da esquerda do PT, com o objetivo de influenciar decisivamente a vida partidária e sinalizar para milhares de militantes petistas e do movimento social que há espaço para a ação socialista dentro do Partido. O PT agrupa o maior número de militantes socialistas do espectro partidário brasileiro e continua sendo uma referência para a classe trabalhadora. E se mantém como um espaço para a luta dos socialistas do movimento social, institucional e partidário.
8- BUSCAMOS UM PAÍS MAIS JUSTO E SOLIDÁRIO
Apesar das criticas que temos a aspectos centrais do Governo Federal, como a política econômica e as políticas de alianças que atentam contra nossa história, entendemos que a continuação de um governo petista é fundamental para os trabalhadores. Portanto, é tarefa coletiva nos preparar para este difícil embate com a elite brasileira, que vai buscar restabelecer se poder.
9- DEFENDEMOS OUTRO CAMINHO PARA O PT
A atuação do PT no estado, neste último período, foi um grande retrocesso. O PT, por vezes, não acolhe a luta dos movimentos sociais e, no espaço institucional, vemos as nossas propostas históricas serem derrubadas ou engavetadas com apoio de representantes do PT, fragilizando-nos como força alternativa à política tradicional no Paraná. A direção estadual, que foi eleita em 2007, mostrou-se distante das bases e acabou fazendo a política pequena das disputas de grupos internos em diversos municípios. A direção também optou por não contribuir de forma organizada no processo eleitoral de 2008 (com raras exceções), privilegiando os grandes centros. Isso se mostrou um erro político, reconhecido até mesmo pelos que traçaram esse caminho. Defendemos a rearticulação dos petistas para superar esse momento.
10- DEFENDEMOS UM PROJETO POPULAR
Nossa “fragilidade” no estado deve ser superada com coragem, organização e luta nos diversos espaços que construímos como nas conferências, associações, sindicatos, ou seja na luta popular! É com perplexidade que ouvimos Lula indicar nomes que não nos representam para disputar o governo estadual. O cenário para 2010 no estado, por diversos fatores, mostra que não podemos continuar sendo apenas coadjuvantes ou lançar um candidato ao governo e abandoná-lo no caminho, como fizeram alguns setores do partido em 2002 e 2006. Defendemos que, para o PT do Paraná passar de mero auxiliar na política local, é necessário construir uma candidatura própria ao governo estadual, que expresse projeto popular para o estado e defenda, com propriedade, nosso projeto nacional.
11- APOIAMOS AS EXPERIÊNCIAS DA ESQUERDA LATINO AMERICANA
Entendemos que o período conturbado que vivemos desde a derrubada do Muro de Berlim e a defensiva dos movimentos socialistas em todo o mundo só será superado com a reatualização do debate sobre o socialismo enquanto projeto histórico e das estratégias e caminhos para a transformação social do nosso país. Para tanto, sabemos que o avanço das lutas socialistas na América Latina nos últimos anos e a construção de novas referências teóricas são importantíssimas. Temos que ampliar o debate para a América Latina.
12- DEFENDEMOS A CONSTRUÇÃO DE UM MOVIMENTO PELO SOCIALISMO
O debate político e ideológico sobre o socialismo e as estratégias para sua construção foi negligenciado nos últimos anos pelo PT. Várias iniciativas existem, e acreditamos ser útil que elas ganhem uma dimensão maior com a constituição de um Movimento Pelo Socialismo.
13- CHAMADO À LUTA
Com esta breve avaliação e apresentação ao conjunto de filiados e forças organizadas, fazemos um chamado a todos que querem recolocar o Partido dos Trabalhadores como referência de luta e organização dos trabalhadores na luta por seus direitos e contra os privilégios de um grupo que assumiu o poder, a somar conosco nesta disputa para alterar a correlação de forças internas, tendo como referência este trecho do manifesto de fundação do Partido: “o PT pretende ser uma real expressão política dos explorados pelo sistema capitalista. Somos um Partido dos Trabalhadores, não um partido para iludir os trabalhadores. O PT quer atuar não apenas nos momentos das eleições, mas, principalmente, no dia a dia de todos os trabalhadores, pois só assim será possível construir uma nova forma de democracia, cujas raízes estejam nas organizações de base da sociedade e cujas decisões sejam tomadas pela maioria.”
*Texto aprovado no encontro da Militância Socialista em 14 de março de 2009.

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