O rio da minha aldeia



Emerson Araújo

O rio da minha aldeia não tem a fertilidade do Nilo
Nem as carrancas do velho Chico
Muito menos o boto cor de rosa do Amazonas

O rio da minha aldeia não é o Tejo da ufania Portuguesa
Nem o rio Acheron mitológico
O rio da minha aldeia
É apenas um rio temporário
Que escorre sobre a mesa

O rio da minha aldeia
Estende as suas barrancas
Ruas, casas e pessoas
Sua doida correnteza.



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