Comentário oportuno de M. de Moura Filho

Quem gosta de literatura, como eu, vibra, certamente, com a notícia de que o Salão do Livro do Piauí acontecerá também neste ano, e com data já definida: 8 a 14 de junho.

Mas, confesso, há algo que me incomoda: o patrocínio dos governos do Estado do Piauí e do Município de Teresina ao SALIPI deste ano. Aliás, acho que, de certo tempo para cá, tais patrocínios são desnecessários. Afinal, se o Salão do Livro do Piauí tem tido, merecidamente, sucesso, inclusive comercial, com, por exemplo, a venda de todos os estandes disponibilizados, não estaria pronto para ser bancado unicamente pela Fundação Quixote? Agora, mais do que antes, soam estranhos os patrocínios dos governos estadual e municipal para o SALIPI deste ano! Afinal, dois dos organizadores do Salão são ocupantes de altos cargos nessas administrações: um secretaria a pasta de Comunicação, e o outro preside a Fundação Cultural Monsenhor Chaves.

Concluo, com os patrocínios já anunciados, que a ideia, no campo cultural, no Piauí, deveria ficar apenas em sua formulação: a arca pública agradeceria. E o contribuinte, no mínimo, também.

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