Mulher, na oportunidade do dia


Foto: Arquivo Google .

J.L. Rocha do Nascimento

Mulher!
um homem bate à tua porta
e pede permissão para pronunciar teu sagrado nome.
Não, não é para invocá-lo em vão,
mas para te dirigir algumas palavras
falando de dentro do coração.

E quisera esse homem que suas palavras tivessem a força da emoção de Neruda quando venera tua alma feminina ao cantar a canção do amor armado e incondicional.
Ao menos brotassem das mesmas a espontaneidade presente na lírica de Drumonnd que, mesmo tímido, te cobre de beijos em seus poemas.
Na verdade, para ele já seria de bom tamanho se tais palavras fossem pronunciadas com idolatria, a mesma de Vinicius quando exalta tua existência mulher.

Mas na falta do menor talento, esse homem pede apenas licença para escrever teu nome na pedra, na areia fina da praia, no azul do firmamento, nas águas profundas, nas estrelas mais distantes, abaixo e acima dos trópicos, nos sinais de trânsito, nos quatro pontos cardeais, nos luminosos das grandes cidades, nas aglomerações urbanas, no ponto mais extremo da terra enfim.

O teu nome em nome de todas: mães, filhas, companheiras, guerreiras, trabalhadoras, cotidianas e comuns.


Mulher!
Dou-te um nome, melhor dizendo, vários: Marias, Clarices, Joanas Darc’s, Madalenas, Annes Frank, Olgas Benário, Teresas de Calcutá, Coras Coralinas, Irmãs Dulces, Cecílias Meirelles, Cleopatras, Afrodites, Helenas, Isabelas de Castela, Marias da Penha, Quitérias e Stuarts, Elizabeths, Rainhas Vitória, Anitas Garibaldi, Catarinas, Chiquinhas Gonzagas, Margaridas e Rosas de Luxemburgo.

Essas e tantas outras que aqui não nomeie, e tu mulher!,
ao panteão da glória elevarei.

Porque, além de tudo, ser mulher é desfibrar, fibra por fibra, o coração do homem, também.

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