Nova carta aberta a Kenard kruel


Foto: Arquivo Pessoal
Kenard Kruel,

Tenho visitado daqui, deste meu escritório sonolento, o teu blog. Percebo que você não perdeu, ainda, o pique do jornalista que tem como fonte prioritária a pesquisa. Isso não acontece com estes arremedos de novos jornalistas que têm saído das faculdades de comunicação que se encontram pelas esquinas da tristeresina. É por isso que profissionais com este teu perfil devem continuar existindo para fazer o contraponto com a mediocridade que tem povoado as redações dos jornais e outros meios de comunicação do nosso Estado.
Mas deixemos de lado as minhas impressões pessoais sobre você que, a princípio podem parecer suspeitas, por conta de nossa amizade fraterna há mais de 30 anos e foquemos no que interessa: a nossa incansável luta pela mudança de política cultural e, até mesmo, educacional deste Piauí.

Sei que temos nos tornado sonhadores quando propomos tais mudanças, pois não temos ferramenta de poder político para isso. Contudo, vale a pena martelar diariamente contra o lugar comum que não é lugar, que não é nada diante do marasmo e a falta de fôlego que alguns novos “gestores” (detesto esta palavra do novo vocabulário da esquerdinha pragmática de hoje) não têm para tocarem os projetos culturais e educacionais que a sociedade piauiense sempre desejou.

Porém, meu caro irmão, kenard Kruel, é preciso fazer alguma coisa em 2009 para uma mudança de rumo mesmo nestas “coisas” que não funcionaram a contento nestes últimos seis anos. Por isso, continuo me animando com estas tuas sandices agradáveis como “assaltar” o auditório Herbert Parentes Fortes para se colocar ali um centro de excelência cultural/educacional a favor dos nossos jovens/ dos nossos alunos e interessados em cultura e educação como formação de vida.

Infelizmente, meu caro Kenard Kruel, os gestores/políticos piauienses de qualquer matiz ideológica não se preocupam com projetos a médio e longo prazos de formação efetiva dos que não têm acesso aos bens culturais e educacionais do Estado. E o que é mais grave, ainda, sempre impediram quem quis realizar alguma coisa concretamente nesta direção, fechando portas, pondo no anonimato, perseguindo, burocratizando os projetos viáveis em nome de ferramentas meramente circunstanciais e pessoais.
Lembro-me, aqui, da experiência dos cursinhos populares que tentamos implementar na Biblioteca Cromwell de Carvalho e que o poder político fez com você naquele ano, meu caro, Kenard Kruel.
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Por fim, meu bom irmão, ainda tenho esperança que este Estado do Piauí seja modificado nas suas estruturas sociais via educação/cultura apesar dos contras. E não serei tão pessimista quanto ao meu outro irmão e amigo Airton Sampaio (que não sei o seu paradeiro nos últimos dias) que já não acredita mais em nada.
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Finalizo aqui esta carta aberta me alistando neste exército que você pretende organizar para a tomada do auditório Herbert Parentes e como diria Rául Castro: pela vitória sempre!

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