Desacelerando, estou de volta

8 e 9/11/2008 - Clube dos Diários. Arte by Solda.

Emerson Araújo

Estive ausente do blog por uns três dias por uma boa causa que alguns sabem e a grande maioria não. Mas estou de volta. Continuo sem secretos sapatos e nenhum segredo estratégico. Neste intervalo o país viveu outra comoção trágica e a imprensa sem criatividade dando holofotes ao facínora e entregando a vítima para o matadouro. Surrealismo latino posto na mesa com cardápio de papel de segunda.

Estou de volta mesmo e nesta semana que se inicia tenho tarefas para concretizar e muitas contas para pagar. Sou um homem que atravessou maresias e tormentas na noite, tudo, agora, voltando ao equilíbrio, eu penso e que este pensar não seja torto e nem de linha reta.

Nesta volta, também, continuo acreditando em algumas verdades oferecidas de cara e sem contestações. Uma delas: os tarântulas são os poetas preferidos da tristeteresina, hoje, apesar da fala contrária do contista, ou melhor do poeta M. de Moura Filho que tem decretado morte a poesia. Meu Deus, que heresia! A poesia é mãe de todas as artes, parafraseando Torquato Neto (gente, não esqueça da SEMANA TORQUATO NETO nos dias 8 e 9 de novembro próximo, no Clube dos Diários).

Bem, a poesia não morre, pois se morresse morreria também o conto e as ferramentas artísticas humanas em geral. Portanto, a poesia é forte e nesta condição de segurar a barra das outras artes ela é eterna e sem limites. Ela é escudo e flecha de arqueiro acertando a pupila do olho de tantos dragões e Golias que nos querem comer sem creme de leite e passas da melhor safra.

Poesia neles! Ou então “poesia, pois é, poesia”! Motes da expressão mais antiga da literatura ofertando ao mundo e a tristeteresina que não existe fato sem poesia e nem conto ou contista capazes de mover a poesia linda dos corações humanos e humanas, também. Estou de volta.

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