Amaral em poesia plástica













Emerson Araújo


Andei visitando o http://setcuia.zip.net de propriedade do artista Antônio Amaral e me deparei com um pequeno acervo de criatividade gráfico-plástica invejável. Aí não tive cerimônias de subtrair sorrateiramente alguns adereços da sua produção para ilustrar a minha página e este comentário despretensioso e sem a chatice acadêmica das análises.
Sempre tive o privilégio de ser uns dos primeiros a apreciar a produção de arte de Antônio Amaral (codinome Comandante – somente ele sabe as razões, risos), seja na pintura, capas de livros, cartazes, ilustrações, quadrinhos e tantas outras produções onde a leveza do traço e a arbitrariedade da criação tem sido uma marca definitiva em sua trajetória que mistura as formas de artesão/pintor/designer gráfico/músico/poeta, tornando-o um construtor da supra realidade multimídia plena.
Sempre observei em Antônio Amaral e em sua rica performance criativa, a força maior do traço e a pesquisa estética disponibilizada através da indisciplina das cores num jogo de luzes psicodélicas retiradas de todos os arco-íris. A criação de Antônio Amaral reafirma o preceito da liberdade total de expressão indicada pelos modernistas de 1922 e que continuou como premissa indiscutível da arte pós-70. É a mistura carnavalesca dos traços, das cores, das ferramentas, das abstrações que transformam o artista e sua arte em moderna, pós-moderna e neomoderna.
É de bom tamanho, ainda, afirmar que a plasticidade em Antônio Amaral naquilo que ele cria nos remete, também, para a crença incontestável de que não há fronteiras intransponíveis entre as manifestações artísticas, basta clicar no site do artista ou perceber na seqüência posta aqui que desenho, pintura, editoração gráfica é a mesma coisa de poesia, teatro, música, cinema não há como contestar quando nos deparamos com este gráfico de plantão que é também poeta, músico, dramaturgo, cineasta num jogo semiótico que somente todas as linguagens artísticas podem impor.
O resto é se deliciar com a arte maior de Antônio Amaral no site dele ou visitar as capas dos livros piauienses nas poucas prateleiras das livrarias, nas campanhas publicitárias do meio de rua ou de vez em quando em alguma galeria da cidade. E por falar em cidade, Teresina não tem suportado mais os seus artistas com tanta mediocridade posta nas suas entranhas.

(*) Emerson Araújo é poeta.

Um comentário:

amaral disse...

cmdt,

a poesia é m a i s m a i o r que tudo isso aí.