Sou tricolor de coração, valeu Fluzão!!! (O meu quinto sentimento)


Emerson Araújo


Não quero nesta manhã embaçada e de feriado não muito compreensível escrever nenhuma crônica lírica e de clamor tribal. Quero apenas dedilhar em primeira pessoa um feito de guerreiros atuais que me movem para um passado de glórias e de orgulhos pelos campos de futebol do Brasil, do mundo mesmo. O jogo de ontem entre Fluminense e São Paulo foi um embate da garra tricolor, do suor tricolor, do sangue tricolor em noite de cantigas e bailados entre fumaças do pó tricolor. Só faltou o assessoramento do River Atlético Clube, o galo garijó, para a sinfonia ser completa e de todas e todos que se dizem das três cores, dos três motivos, dos três times de um coração tão abalado das últimas horas.
Mas como eu disse, nada de crônicas (apesar de ser o melhor gênero após a poesia), quero mesmo é desentravar o sentimento de amor pelo Flurzão que tenho construído ao longo da vida de maneira simples, sincera e fiel. Acho mesmo que além de Deus, dela, dos filhos e de minha mãe o meu quinto sentimento é ser tricolor de coração. Por isso a noite de ontem ali em pleno “maraca” me senti Washingon, Dodô, Júnior César, Fernando Henrique (não aquilo que esteve no poder de maneira pífia), Tiago Silva, Tiago Neves (eita canhota que beija a bola) e até mesmo aquele Argentino Conca (olha, acho que todos argentinos não querem ser latinos, mas ontem esqueci esta impressão), na verdade quis ser todos os guerreiros deste meu Flurzão de todas as partes do meu corpo. Quis ser até o Renato Gaúcho, o silêncio emblemático dele, também, apesar de, no campeonato carioca, eu tê-lo abominado. Nem toda a derrota de um time de futebol deve ser imputada ao técnico, há cartolas, pernas-de-pau, árbitros, torcidas, escritor que levam o time para o desastre, ainda. De qualquer maneira pela alegria de ontem, estão perdoados por todas as derrotas dos últimos dez jogos, dez anos.
Nesta manhã amanheci mais tricolor, mais fluminense ainda e nas cordas já falha de um coração que teima em bater acelerado, ouço os címbalos de guerreiros que se deslocam para mais um campo de batalha sonhando em vitórias, fazendo a festa do outro dia, reafirmando o orgulho patente de ser: tricolor de coração. Ah, não quis fazer crônica não, apenas tentei dedilhar a música de uma sinfonia valente.

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